20 de maio de 2009
São Olhos iguais aos seus.
(Christian O Leão! Um baita sorriso nos olhos)
É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.
(Pablo Neruda!!..)
O teu riso.
Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,a lança que desfolhas.
a água que de súbito brota da tua alegria.
a repentina onda de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso com os olhos cansados.
às vezes por ver que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso que sobe ao céu, a procurar-me e abre-me todas as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta o teu riso.
e se de súbito vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua, ri, porque o teu riso será para as minhas mãos, como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,quero teu riso como a flor que esperava.
a flor azul, a rosa.
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,do dia, da lua,ri-te
das ruas tortas da ilha.
ri-te deste grosseiro rapaz que te ama,
mas quando abro os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda.
........
Engenheiros do Havai.
………….
Gracias companheiro.
Volte sempre.
Ismael Alves do Amaral
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